Álbum da Copa do Mundo 2026: a história das figurinhas começou com fabricantes de doces
Álbum da Copa do Mundo 2026: tradição das figurinhas nasceu antes da Panini
O álbum da Copa do Mundo 2026 já começou a movimentar colecionadores, fãs de futebol e apaixonados por figurinhas em todo o Brasil. A Panini iniciou a pré-venda da nova coleção oficial do Mundial, reacendendo uma tradição que atravessa gerações: abrir pacotinhos, colar jogadores, trocar repetidas e tentar completar o álbum antes da bola rolar.
Mas, apesar de hoje a Panini ser o nome mais associado às figurinhas da Copa, essa história começou muito antes — e de um jeito curioso. No Brasil, as primeiras imagens colecionáveis ligadas ao futebol surgiram em embalagens de doces e balas.
As primeiras figurinhas de futebol no Brasil surgiram em 1919
De acordo com registros do Museu do Futebol, em São Paulo, a primeira coleção de figurinhas esportivas conhecida no Brasil apareceu em 1919. Eram as chamadas Balas Sport, produzidas pela empresa Grecchi & Cia.
Dentro das embalagens, os consumidores encontravam imagens de jogadores de futebol. A ideia era simples, mas poderosa: comprar, colecionar e trocar. Mesmo sem o formato moderno de álbum, essas figurinhas já despertavam o mesmo sentimento que move colecionadores até hoje.
Ou seja, antes de existirem pacotinhos, versões metalizadas ou aplicativos de controle de coleção, as figurinhas já faziam parte da cultura popular brasileira.
O primeiro álbum de figurinhas apareceu em 1938
Embora as figurinhas já circulassem desde o início do século XX, o primeiro álbum em formato mais próximo do que conhecemos hoje surgiu apenas em 1938.
A iniciativa veio de outra fabricante de balas e confeitos: a empresa A Americana. Desde 1921, ela já incluía figurinhas em embalagens de doces, mas decidiu dar um passo além ao oferecer também um livro próprio para que as crianças pudessem reunir e organizar suas imagens.
Foi aí que o hábito de colar figurinhas em álbum começou a ganhar força no Brasil.
Pacotinhos de figurinhas chegaram em 1958
A evolução continuou em 1958, ano marcante para o futebol brasileiro por causa do primeiro título mundial da Seleção. Nesse período, as Balas Futebol, da Americana, passaram a vender figurinhas em pacotinhos, um formato muito parecido com o que conhecemos atualmente.
Além disso, a empresa também distribuía prêmios para quem encontrasse figurinhas especiais, criando uma dinâmica parecida com as promoções e itens raros que ainda fazem sucesso entre colecionadores.
A partir de 1961, a Americana mudou seu foco e passou a atuar como editora, concentrando seus esforços na produção de álbuns.
Quando os álbuns da Copa começaram a sair antes do Mundial?
Durante muitos anos, os álbuns eram lançados depois da Copa do Mundo, reunindo imagens dos jogadores, seleções e momentos importantes da competição.
Essa lógica começou a mudar em 1962, quando os fãs passaram a colecionar figurinhas antes do início do torneio. A partir daí, editoras como J.D. Campos e Bruguera passaram a lançar coleções em ciclos de quatro anos, acompanhando o calendário da Copa.
Esse movimento ajudou a transformar o álbum em parte da expectativa pelo Mundial. Completar a coleção passou a ser quase um ritual antes da estreia da Seleção Brasileira.
A entrada da Panini na história das figurinhas da Copa
A Panini, hoje referência mundial em álbuns de futebol, só entrou oficialmente no mercado brasileiro de figurinhas da Copa em 1990.
Segundo a revista Superinteressante, isso aconteceu após um acordo com a Fifa, que garantiu à empresa italiana os direitos exclusivos para editar as figurinhas oficiais do Mundial em escala global.
A Panini já tinha tradição no setor. Fundada em 1961 pelos irmãos Giuseppe e Bruno Panini, a empresa começou sua trajetória ligada à distribuição de jornais e revistas. Depois, passou a produzir cromos de jogadores do Campeonato Italiano.
Naquela época, as figurinhas ainda precisavam ser coladas com cola. Somente na década de 1970 as versões autocolantes se popularizaram, tornando a experiência muito mais prática.
O primeiro álbum da Copa feito pela Panini foi em 1970
O primeiro álbum da Copa do Mundo lançado pela Panini foi o da edição de 1970, disputada no México — justamente o Mundial em que o Brasil conquistou o tricampeonato com Pelé, Jairzinho, Tostão, Rivellino e companhia.
Hoje, esse álbum é uma peça extremamente valorizada entre colecionadores. Segundo reportagem da BBC, uma cópia da primeira edição foi vendida em dezembro de 2023 por cerca de £ 2 mil.
Esse valor mostra como os álbuns antigos deixaram de ser apenas lembranças da infância e se tornaram itens históricos e colecionáveis.
Álbum da Copa do Mundo 2026 terá 980 figurinhas
Para a Copa do Mundo 2026, que será disputada entre 11 de junho e 19 de julho no Canadá, Estados Unidos e México, a Panini preparou uma coleção robusta.
O novo álbum oficial terá:
- 980 figurinhas colecionáveis
- 68 figurinhas metalizadas
- Espaço para as 48 seleções classificadas
- Versões simples e premium do álbum
No Brasil, os preços informados variam entre R$ 24,90, na versão simples, e R$ 359,90, na versão box premium.
O lançamento oficial está previsto para 1º de maio, mas a pré-venda já começou, aumentando a expectativa entre colecionadores.
Álbum da Copa do Mundo 2026 faz tanto sucesso?
Mesmo em uma era dominada por tecnologia, redes sociais e games, o álbum da Copa continua forte por alguns motivos:
- Nostalgia: muitos adultos colecionavam quando crianças e hoje compartilham o hábito com filhos e amigos.
- Conexão com o futebol: cada figurinha representa seleções, craques e histórias do Mundial.
- Experiência de troca: negociar repetidas é uma das partes mais divertidas da coleção.
- Itens raros: figurinhas especiais, metalizadas e versões limitadas aumentam o desejo dos colecionadores.
- Memória afetiva: completar o álbum vira uma lembrança da Copa daquele ano.
Mais do que um produto, o álbum da Copa é um fenômeno cultural.
Tem figurinhas repetidas? A troca faz parte da tradição
Quem coleciona sabe: as figurinhas repetidas são inevitáveis. Mas elas também são parte essencial da experiência. É por meio das trocas que muitos colecionadores conseguem completar o álbum gastando menos e interagindo com outros fãs.
No FigClub, você pode acompanhar sua coleção, organizar suas repetidas e facilitar a troca de figurinhas com outros colecionadores.
Afinal, completar o álbum da Copa fica muito melhor quando a comunidade joga junto.
FAQ: dúvidas sobre o álbum da Copa e a história das figurinhas
Quando surgiu a primeira coleção de figurinhas de futebol no Brasil?
A primeira coleção esportiva registrada no Brasil surgiu em 1919, com as Balas Sport, da Grecchi & Cia., que traziam imagens de jogadores de futebol.
Qual foi o primeiro álbum de figurinhas do Brasil?
O primeiro álbum surgiu em 1938, produzido pela empresa A Americana, que já distribuía figurinhas em embalagens de balas desde 1921.
Quando a Panini começou a fazer álbuns da Copa?
A Panini lançou seu primeiro álbum da Copa do Mundo em 1970, no Mundial disputado no México.
Quando a Panini chegou ao Brasil com o álbum da Copa?
No Brasil, a Panini passou a atuar com o álbum oficial da Copa a partir de 1990, após acordo com a Fifa.
Quantas figurinhas terá o álbum da Copa do Mundo 2026?
O álbum oficial da Copa do Mundo 2026 terá 980 figurinhas, incluindo 68 metalizadas.
A história do álbum da Copa começou de forma simples, com figurinhas distribuídas em embalagens de doces, e se transformou em uma das maiores tradições do futebol mundial.
De 1919 até a Copa do Mundo 2026, muita coisa mudou: surgiram pacotinhos, figurinhas autocolantes, versões especiais, álbuns premium e comunidades digitais de colecionadores. Mas a emoção de abrir um pacote e encontrar aquela figurinha que faltava continua a mesma.
E para quem quer completar a coleção, trocar repetidas e viver essa paixão com outros fãs, o FigClub é o lugar certo para entrar no clima do Mundial.
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